BLOG DA MARLENE

Aqui quero fazer um espaço de boa comunicação com meus amigos leitores. Seja bem vindo!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

CRIANÇA, SEMPRE CRIANÇA.....

Dia da criança; Vamos contar realidade e imaginação?

Realidade: 

Na semana passada, fiz uma viagem de vários dias. Moro no primeiro andar e sempre deixei as janelas dos fundos abertas, elas ocupam toda a extensão das paredes. Quando retornei de viagem, encontrei  rastros estranhos dentro de casa, procurei  explicação com os entendidos no assunto e então descobri, que fui visitada por morcegos. A criança que mora em mim, passou a imaginar fatos bem coerentes com o agora.

Imaginação:

Política, barulho, fogos de arrasar. Os bichos assustados, saem do seu habitat pra investigar: será que o mundo vai acabar? Por isso voam das florestas e procuram onde se abrigar, até investigarem as ocorrências.

Os morcegos chegaram à noite, e acharam minhas janelas abertas, viram uma casa desabitada e nela se hospedaram. Outros animais, também acharam onde ficar, e passaram a cumprir suas missões.   

Que confusão o mundo virou, observaram os morcegos: gente e mais gente, bandeiras e bandeiras, cores e cores e uma papelada espalhada por todo lado.   
Chegou a noite; espantados, os morcegos viram sobre um enorme palanque, um sem números de vampiros. Verdade? Aqueles sugadores, vestidos de homens, querendo ganhar pra sugar, que incrível ! Os homens acham que morcego é que vira vampiro, agora tudo estava ali, só eles não compreendiam. 
Poucos dos que se apresentavam no palanque, seguiam as normas do  Mestre: "Eu vim para que todos tenham vida".

Os morcegos já sabiam de tudo, deixaram seus sinais pela casa, comeram as bananas da fruteira e voaram para a floresta. Dentro deles um arrepio de medo, medo dos vampiros dos palanques, medo de serem exterminados, medo dos homens vampiros. 

Assim a floresta inteira tomou conhecimento do fato, agora é hora do homem escolher, eles desejam sorte para o planeta. Afinal as crianças precisam de um mundo melhor. 

Quem sabe uma fada " Verdade", transforme a " Realidade", assim teremos um  final feliz: 

" Que venha a nós o vosso reino, Senhor"!
    
 Marlene Campos Vieira 

domingo, 9 de setembro de 2012

PÁSSAROS FERIDOS


Nos anos setenta, emprestei um livro para uma amiga especial. 
Uma amiga quase aluna de catecismo, que vi crescer e florescer.
Naquele momento da vida, sem que eu soubesse, este livro foi fundamental. 
Era ela quem vivia um drama, maior que o da ficção daquela história.
"Pássaros feridos"-- Não me lembro o nome do autor, era a narração de corações feridos, por um amor impossível. 
Não imaginei que a realidade estivesse ali, no coração daquela jovem e linda mocinha. Ela tinha um imenso amor impossível para sua época; filha de mãe viúva e extremamente cuidadosa, e jovem religiosa e profundamente estruturada.
Assim, naquele pequeno Paraíso, correram alguns boatos, como em todo lugar. Ninguém sabia porém, que tudo que havia era um amor platônico.
Passados alguns anos, anos felizes da nossa vida, o padre jovem e empreendedor que ali vivia foi embora. Deixou marcas imensas do seu dinamismo naquela cidade, e na vida das pessoas. 
O tempo passou, a rosa desabrochou e se transformou numa linda e forte mulher, muito bem formada, pilar da estruturação educacional da região e  advogada respeitada
Com certeza ninguém viu o mar de águas salgadas das suas lágrimas, ninguém viu a flecha enfiada no coração do pássaro ferido. Ela inconscientemente, praticou a filosofia de Paulo Coelho: "É de batalha que se vive a vida, Tente outra vez".
Assim o tempo passou , ela tentou várias vezes até desistir. 
Agora, seu primeiro amor, livre de todas as amarras e compromissos da vida, também como pássaro ferido, convida-a a atravessar o monte e abraçar aquele grande amor, para juntos voltarem ao passado, no presente.
Hoje, ali sentados olhando o mar, as ondas espumantes quebrando-se ao longe, eles de mãos dadas, vivem de coração novo. No peito, apenas amor, as cicatrizes sumiram como por milagre, são exatamente os mesmos jovens, vivendo o ontem no hoje, com total intensidade e maturidade. 
O amor dura para sempre, Deus mostrou com sabedoria que ele era digno de ser vivido.
Eles estão felizes, muito felizes, muito mais que em todos os contos de fadas. Eu estou tão feliz , que a cada noticia que recebo, pulo de alegria, Este é o maior romance escrito nas páginas reais da vida.
Agradeço a Deus esse final feliz, a alegria de ver e contar essa linda " História de Amor " 
Esse é o meu presente de aniversário para ela,  em sete de Setembro;  "Parabéns, afinal é hora do grito de Independência".
Deus nos criou para a  felicidade, seja feliz e seremos felizes.
Marlene Campos Vieira

domingo, 2 de setembro de 2012

Senhor, segure bem forte a minha mão!


ESTE ESPAÇO AGORA, SERÁ ENRIQUECIDO, COM O RELATO MUITO EMOCIONANTE DA AMIGA "DALVA RIBEIRO", VIDA REAL - LEIAM


No dia vinte e quatro de agosto, fez um ano que iniciei o tratamento hemodialítico. Sinceramente, não esperava me submeter tanto tempo a esse processo. Tinha esperanças, ainda que bem lá no fundo, de que meus rins voltariam a funcionar e eu teria a minha vida de volta.  Voltaria a trabalhar, realizaria tudo aquilo que tinha sonhado para mim, antes de descobrir que estava doente. Sonhei até que comemoraria minha cura, fazendo uma viagem à praia com um grupo de amigos e, estando lá, sentada à beira do mar, tomaria uma cervejinha  com eles e me perderia contemplando aquela imensidão de água, as pessoas ao meu redor, enfim, contemplando a beleza da vida.

Contudo, a cura AINDA não veio e a espera por um transplante continua. Por isso, à primeira vista, parece que não há nada para se comemorar. Parece que, se eu for contabilizar o saldo dos acontecimentos de minha vida nesse um ano, o resultado será muito mais negativo do que positivo. Mas não quero fazer uma análise maniqueísta da minha vida, onde só é possível enxergar ou o lado bom, ou o lado ruim dos fatos. Prefiro analisá-la sob a perspectiva de que é possível ver sempre os dois lados e que, se observarmos bem, mesmo quando tudo parece muito ruim, podem-se encontrar coisas boas.

Durante esse período, enfrentei muitos desafios. O primeiro deles foi usar um cateter por seis meses. Fiquei todo esse tempo sem poder entrar debaixo do chuveiro e deixar a água correr livremente pelo meu corpo, da cabeça aos pés. É engraçado como não damos valor às coisas simples, quando as temos e como elas adquirem um valor enorme quando as perdemos. Meu sonho, nesse período, passou a ser tirar o cateter e poder tomar um banho de verdade. Um dia depois de ele ser sacado, me banhei em um rio.  Ninguém imagina o que senti nesse dia. Ao mergulhar naquelas águas límpidas e cristalinas, um sentimento de liberdade e felicidade me invadiu. Agradeci a Deus por poder estar ali, vivendo aquele momento.

Tive que usar o cateter durante seis meses, porque realizei três cirurgias para confecção de fístula (local onde se puncionam as agulhas para realizar o processo hemodialítico) sem nenhum sucesso. Nesse tempo, convivi com o medo dessas cirurgias nunca darem certo, pois conheci uma pessoa que já estava com o corpo todo marcado, devido às várias tentativas infrutíferas de confecção de fístula. Na quarta, cirurgia, porém, tudo deu certo e eu venci, então, mais uma batalha. Mas logo, veio outra. Tive que enfrentar o medo da agulha, uma vez que, dali em diante, eu teria que conviver com elas três vezes por semana.

Não sei o que sentem as pessoas que leem esse relato. Algumas podem achar que realmente não tenho nada o que comemorar. Outras, podem imaginar que só houve sofrimento na minha vida durante esse um ano e por isso sintam pena de mim. E, talvez, haja algumas que acreditem totalmente ao contrário: que não há motivos para piedade, pois o meu relato não é uma contabilização de perdas, mas de vitórias.

Peço aos que se entristeceram com a primeira parte do meu relato que não se sintam assim. Eu não sou, não estou, nem desejo ficar triste. É claro que eu não gostaria de estar nessa situação. Tenho apenas trinta anos. Há tanta coisa para viver. Tanta coisa que o tratamento me impede de viver AGORA. Mas eu aprendi a ter paciência e acreditar nos planos de Deus para minha vida. Não há dúvida de que vivo um momento difícil, talvez o mais difícil que já vivi até hoje. Entretanto, ele não vai durar para sempre. Nada dura para sempre.

Não entendo porque tudo isso está acontecendo justamente comigo, mas sei que deve haver alguma razão. Por isso, tenho tentado tirar desse momento todas as lições possíveis. Hoje, sou, sem dúvida, uma pessoa mais forte, e ainda que muitos não acreditem, sou mais feliz. E passei a ser mais feliz, quando compreendi que há realidades piores do que a minha e que tenho muito mais a agradecer do que  reclamar.

É evidente que há momentos que desanimo, que tenho medo, mas nesses momentos faço minha oração: “Senhor, sei que não sou digna de pedir nada, mas, por favor, segure bem forte na minha mão, para que eu possa seguir adiante.” Sei que não estou sozinha. Preciso acreditar que Deus não abandona seus filhos e que ele está ao meu lado sempre.
Dalva Ribeiro

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Tempo......tempo...tempo.


No fim da madrugada um tic tac metálico me acorda.
Fico imaginando, será alguém andando de salto alto no andar de cima?
Já desperta descubro que são as gotas de chuva batendo na janela.
Observando o tempo e observando a gente, nesse final de Agosto, chegamos a muitas comparações.
Conforme o conceito de C.G.Jung, " sombra é a soma de todos os âmbitos rejeitados da realidade que o homem não quer ver."
A natureza está trazendo pra nós, uma realidade concreta do nosso ser interior.
À noite junto com as sombras descem as gotas de águas da chuva, como lágrimas escondidas.
De manhã brilha um sol esplendoroso, mostrando todo lado alegre da vida.
Porém vem acontecendo um fato novo, em pleno céu azul, por trás dos edifícios, começam a se formar nuvens brancas de algodão. Em poucos minutos dentro delas, chegam as sombras.
Nuvens escuras, sem pedir licença, rapidamente despejam enormes gotas de chuva sobre a terra.
Esse fato tem ocorrido várias vezes ao dia, pegando os desprevenidos de surpresa.
Afinal quem poderia esperar que em pleno sol, descesse um temporal tão rápido e que passasse com a mesma rapidez?
Toda essa visão concreta da natureza transportada para o mundo interior faz muito sentido.
Pois as sombras muitas vezes são o maior perigo para as pessoas, temos sombras que nem conhecemos.
Elas se transformam em opostos, tal como o sol e as nuvens escuras. Num repente, sem aviso nossas sombras nos surpreendem.  Chegam carregadas e se abrem em grandes gotas de lágrimas, exatamente como a chuva em pleno sol.
Fica então claro, que tudo que o ser humano de fato não quer, e de que não gosta, provém de sua própria sombra, visto que ela é a soma de tudo que ele não deseja ter.
Após essa limpeza interior o sol volta a brilhar, o homem volta a sorrir e passa a conhecer seus medos, suas sombras.
Resta cantar aquela música: "Quando entrar Setembro........"
Com certeza, estaremos de bem com a vida, e nos conhecendo melhor, floresceremos como a primavera.

  

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A cor da Palavra

A cor da palavra

A vida me ensinou que palavra tem cor, pode ser por meu gosto pela pintura,
 pode ser pela observação.
    Exaustos em pleno mar, os tripulantes da arca de Noé, avistam o arco-iris,
lendo suas cores, recebem a mensagem de plena vida.
Muitas vezes dizemos ou ouvimos palavras cujas cores ferem,
 outras vezes ouvimos palavras extremamente musicais e saborosas.
Olhando no espelho, em plena maturidade, ele pode nos dizer não o que vê,
 mas o que pode ver; quem sabe uma severa contabilidade de saldos e lucros.
 Quanta capacidade de se renovar?
Com certeza, do que sobrou há muito bom-humor pra retomar o caminho das palavras.
Quando olho e sinto o que se passa na natureza, tenho palavras quentes,
 afinal em pleno inverno, o sol
chega cedo, como se fosse verão.
 Brilhante, numa extrema contradição; quente no frio.
Trazendo dias de lindas cores. Somando a tudo isso, ainda estamos no ar, de frente pra TV, querendo
especular vida em Marte, que cor terá?
Sentimos grande vontade de viver um colorido interior, que desfaz as sombras e especulações, dos noticiários do dia a dia.
Essas cores novas, mostram que como o sol, também nós nascemos todos os dias.
 Límpidos banhados pelas luzes do horizonte. 
Prontos pra colorir o nosso quadro da vida.
Prontos pra usar o pincel do sol e sorrir como um bebê,
 diante da alegria de viver.

MARLENE CAMPOS VIEIRA

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Meu Mundo Caiu

MEU MUNDO CAIU.

Eu morava num país tropical , abençoado por Deus ......... 
Até que há quase um ano ganhei novos vizinhos e tudo mudou. Na casa de frente pra minha, onde vivia uma linda família, hoje funciona uma escola. A proximidade é tanta que não sabemos se estamos lá ou cá.
Nas férias, vira colônia de férias, com uma bela farra de diversão.
Nos sábados à tarde o quintal,  onde vivia o cão antigamente, espaço aberto para o som, coberto de amianto, vira palco de ensaio evangélico.
Com microfone nas alturas os jovens tocam e cantam. Nenhum outro som pode ser ouvido no meu quarto, começando ao anoitecer  até às vinte horas.
No domingo celebram o culto  até às vinte uma horas. Quando termina o culto, eles saem congratulando-se, para entrar nos seus veículos, estacionados na minha porta, quando se faz silêncio já são vinte duas horas.
Fico de cá pensando: como estão felizes! Como se sentem abençoados!
Invadem a privacidade alheia, criam uma igreja clandestina, fazem uma total barulheira aberta ao vento, sem lenço sem documento.
Quem disse que não reclamei; falei com o dono máquina de proventos.
Nada mudou, agora me diga o que você faria?
Quero ver televisão, quero ligar pra família, quero meu sossego de volta, eu mereço;
Todos merecemos.

domingo, 17 de junho de 2012

TEXTO DA DALVA

Dalva nossa amiga, deixa uma nova lição de vida, veja:


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Deixe o amor tocar você! Permita que Deus o aperfeiçoe!
 
Dia desses recebi uma mensagem do meu irmão mais velho que dizia o seguinte: “As pedras mais preciosas são polidas e levadas ao fogo  para poder chegar ao seu formato desejado. Assim somos nós nas mãos de Deus! Ele nos molda. Muitas vezes, de forma dolorida, mas o resultado é uma jóia preciosa. Por isso, a cada dificuldade que você passar, saiba que é Deus te aperfeiçoando”.
Essa mensagem tem muito a ver com o que tenho pensado ultimamente. Fico me perguntando que lições posso tirar dessa situação que estou vivendo, pois tenho a certeza de que já não posso ser a mesma, depois de viver as experiências que tenho vivido durante esses oito meses de tratamento de hemodiálise. Não acho que ninguém mereça ficar doente, nem que precise estar nessa situação para se tornar um ser humano melhor, mas creio que, quando passamos por situações muito difíceis, tendemos a ver a vida de outra forma.
Estar doente me fez perceber o quanto somos pequenos, o quanto precisamos dos outros. Entretanto, muitos de nós passam pela vida se julgando superiores. Há os que se acham melhores por ter mais dinheiro, por ter uma posição social elevada, por ser bonito, etc. Baseados em coisas tão supérfluas, humilhamos, maltratamos, negamos nosso carinho, nossa solidariedade ao próximo. Mas de que vale tudo isso? De que vale dinheiro, posição social e beleza quando se está doente, por exemplo?
Na sala de hemodiálise onde faço tratamento, há ricos, pobres, classe alta, média e baixa. Há os que seriam considerados bonitos e os que parecem fugir aos padrões de beleza ditados pela sociedade. Todavia, embora o dinheiro, a posição social, às vezes, façam com que alguns tenham alguns privilégios, na maior parte do tempo, somos todos iguais. Ninguém sente mais ou menos dor por ser rico, pobre, feio ou bonito. Temos todos que encarar as dificuldades que essa doença acarreta. Quando paramos para conversar, percebo que nossas angústias, medos, desejos, tristezas e alegrias  são os mesmos.
Há em tudo isso um grande ensinamento: Não desperdicemos nossas vidas nos preocupando com coisas tão banais, como riqueza, posição social, beleza e tantas outras coisas banais que têm motivado os homens. Nada disso importa! O que vale a pena mesmo são as pessoas. E cada ser humano, por mais pobre, feio, humilde que pareça é sempre uma criação belíssima de Deus.
Olhemos à nossa volta. Há tanta gente precisando de ajuda. Olhe à sua volta. Acaso não há ao seu lado alguém desejando que você o estenda a mão? Volte a sua atenção especialmente para os mais idosos. Já notou o quanto alguns deles estão tão mal cuidados? Olhe também, de forma especial, para as pessoas com problemas psicológicos. Percebe como elas são maltratadas, como as pessoas, em vez de ajudá-las, ficam caçoando, fazendo piadinhas?
Não se gasta nada dando amor. Quem mais ganha não é quem recebe é quem doa. Não nos enganemos acreditando que para ajudar é preciso dispor de uma grande quantia de dinheiro. Às vezes, as coisas de que uma pessoa mais precisa nem podem ser compradas. Em alguns casos, uma boa dose de respeito, carinho, solidariedade e amor fariam toda a diferença. E isso não custa nada!
Não sejamos para sempre pedras brutas. É preciso deixar que Deus nos aperfeiçoe. Eu precisei estar diante do sofrimento para me deixar aperfeiçoar. Mas não é necessário passar pela dor para saber que ela existe e para se preocupar com os que sofrem. Basta apenas olhar em volta e se deixar tocar.
 
Dalva Ribeiro